segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Música e Cérebro

Existem vários estudos sobre a influência da música sobre a atividade mental e, até mesmo, sobre o comportamento animal. Não é a toa que colocamos músicas clássicas para acalmarem bebês, ou para simplesmente relaxarmos... e essa relação é realmente interessante e fascinante! O nosso cérebro possui circuitos distintos para perceber, processar e tocar música. A atividade neuropsicológica da música requer múltiplas funções cerebrais, como a auditiva, para ouvir e apreciar o timbre, a harmonia, o ritmo; a motora, para que haja a execução instrumental; como também funções cognitivas e emocionais para a representação e interpretação interior da música. É possível afirmar que o ato de ouvir uma música ou de produzi-la, envolve quase todas as funções cognitivas. As áreas ativadas por essa função musical podem variar de acordo com as experiências pessoais e com o treino. Sabemos que cada cérebro tem sua preferência musical, porém existem alguns critérios que são universalmente comuns e presentes em todos. Segundo estudos, acredita-se que as músicas que conseguem chamar mais atenção das pessoas possuem uma estrutura melódica e temporal (harmonia e ritmo) suficiente para desencadear processos mentais automáticos de análise que criam expectativas sobre como a melodia deve prosseguir, desde as primeiras notas tocadas. É um processo inconsciente de tentarmos “adivinhar” as próximas notas, a próxima melodia e, quem sabe, acertar. Quando conseguimos, o acerto torna-se muito prazeroso e recompensa o nosso cérebro que, por sua vez, se mantém ainda mais interessado na canção e nas expectativas de acertar, resultando no sentimento de gostar da música. Esse movimento de construir uma suposta familiaridade com a música, faz com que gostemos mais dela. Quanto mais música se ouve, mais aprendemos a antecipar os padrões rítmicos e melódicos, fazendo com que queiramos ouvir-la ainda mais. Dessa forma, podemos dizer que a música proporciona um trabalho agradável ao cérebro, resultando em prazer. A música também interfere na plasticidade cerebral, na conexão entre neurônios, na motricidade, na sensibilidade, nas emoções, na concentração... Fonte. Clinica acolher

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